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Eleitos para dirigir CAS criticam possível fim de gasto mínimo em saúde e educação

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) elegeu nesta terça-feira (23) os senadores Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zenaide Maia (Pros-RN) como os novos pres...

23/02/2021 13h20
Por: FABIO CESAR Fonte: Agência Senado
Eleitos para dirigir CAS criticam possível fim de gasto mínimo em saúde e educação

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) elegeu nesta terça-feira (23) os senadores Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zenaide Maia (Pros-RN) como os novos presidente e vice do colegiado, respectivamente. Em suas primeiras falas após a eleição, os senadores manifestaram preocupação com o possível fim do piso anual de gastos em educação e saúde por parte de estados e prefeituras com a aprovação da PEC Emergencial (PEC 186/2019).

— Estou acompanhando a proposta do governo de vincular uma nova rodada do auxílio emergencial ao corte em educação e saúde. Isso é de uma gravidade... Esta comissão tem um papel importante a cumprir nesse debate. A senadora Zenaide também comunga dessa preocupação. Essa proposta leva todo o Senado a uma reflexão para que possamos encontrar caminhos. Não podemos sacrificar a saúde num momento de pandemia, e nem a educação, que é investir no futuro do país. Precisamos ter um diálogo muito franco com o Executivo, tenho fé que encontraremos o melhor caminho — disse Petecão.

Zenaide em entrevista à Agência Senado, após a eleição disse que "emergencial é esta comissão se unir e não permitir que desvinculem os recursos da saúde".

— Já seria grave em qualquer circunstância e muito menos deve passar neste cenário de pandemia — acrescentou.

Quem também criticou a proposta foi o senador Flávio Arns (Podemos-PR).

— Estão tentando tirar o piso da saúde na hora da pandemia, de dificuldades, assim como o piso da educação. Estão querendo acabar com o Fundeb, que aprovamos há poucos dias, que é uma subvinculação da educação. Querem colocar os pisos de saúde e educação juntos, somar os dois. Temos que pensar no auxílio emergencial, mas devemos encontrar outras soluções, não terminando com o que é essencial para o Brasil, acabando com a educação. Ora, aí acabam com tudo, não existe mais prioridade para nada — protestou.

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