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Polícia POLÍCIA

Casal mata filho de um mês e simula morte acidental em Mato Grosso

Os policiais apuraram que, inicialmente, se tratava de um suposto homicídio culposo, quando os pais da vítima teriam dormido em cima da criança, causando a morte acidental por asfixia.

03/01/2021 15h57
Por: FABIO CESAR Fonte: REPORTER MT
Casal mata filho de um mês e simula morte acidental em Mato Grosso

Policiais civis de Barra do Bugres prenderam em flagrante neste sábado (02.01) um casal enolvido na morte do próprio filho, de apenas um mês de idade.

Na manhã do sábado, a Delegacia da Polícia Civil foi acionada pela equipe médica do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para atender uma ocorrência em que envolvia a morte de uma criança de apenas um mês e 11 dias de vida.

Os policiais apuraram que, inicialmente, se tratava de um suposto homicídio culposo, quando os pais da vítima teriam dormido em cima da criança, causando a morte acidental por asfixia.

Em continuidade às diligências, a equipe policial analisou minuciosamente o local do crime. Os investigadores encontraram manchas de sangue na varanda da residência e a perícia da Politec confirmou que se tratava de sangue humano.

Em interrogatório ao delegado Rodolpho Bandeira, os suspeitos demostraram frieza ao relatar o fato, sem mostrar qualquer tipo de culpa ou afeto pela vítima.

O casal também apresentou versões conflitantes, dando a entender que estavam protegendo um ao outro e que desconhecia a procedência do sangue encontrado na varanda da residência.

Na tarde do sábado, a equipe do IML realizou o exame necroscópico, concluindo que a morte do bebê teve como causa traumatismo cranioencefálico e provável convulsão causada por instrumento contuso.

“Em nenhum momento houve comoção por parte dos suspeitos, que sequer se preocuparam com os trâmites do sepultamento do bebê, tampouco, esboçaram qualquer tipo de reação quando receberam voz de prisão em flagrante”, afirmou o delegado.

Os dois suspeitos vão responder pelo crime de homicídio qualificado, cometido por meio cruel, e fraude processual por terem mudado artificialmente o local de crime, no intuito de induzir a erro o trabalho pericial e policial.

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